Maxuell - Contos de um Aventureiro


30/06/2006


O Fim

continua...
 Maxuell estende sua mão com a palma virada para Cabelni. Recita a seguinte sentença;
 "- ORIUNDUS CENTRUM SOLARIS"
 A temperatura se eleva rapidamente, as vestes de Maxuell começam a chocalhar junto com seu cabelo, um ar seco e abafado toma conta do lugar, não se distingui da onde vem este calor, mas ele aumenta à cada segundo. A Besta caminha em direção à Maxuell sem sucesso, pois o forte vento faz com que se mantenha no lugar. As águas do mar INCINERATOR borbulham como uma enorme panela de pressão e os corpos mortos no chão parecem estar se derretendo, suas peles fervilham em bolhas e estouram vazando água, pele e carne que frita no chão.
 A Besta com cara de lobo já não baba mais, pois o calor muito mais bruto do que de qualquer trópico faz com que sua boca seque. O Mar revolto, se eleva em brumas de sal e os ventos irritadiços os trazem aos olhos, queimando lentamente os próprios...
 - Nada pessoal Cabelni, mas matou um amigo meu! - Murmura Maxuell em voz rouca e trêmula - Olho por olho, dente por dente!
 - Amigo? - Vocifera Cabelni - Como podes ser um amigo de outro ser? Mantenha-se junto de sua própria raça!
 Porém Maxuell não dá atenção às enganações da Besta, e então concentra-se no seu poder.
 Da Testa de Maxuell brotam gotas de suor, mas nada comparado ao que seria se ele estivesse do lado de fora dessa bolha imaginária em que ele se encontra dentro.
 Parece não estar calor ali dentro, pelo contrário, parece que quanto mais quente e rarefeito fica o ar do lado de fora ali dentro fica mais frio e úmido.
 -aaaAAAAHHHHHHHhhhhh!
 A Besta geme, e, em seguida, cala-se.
 O calor faz com que seus pêlos desabem e sua pele envelheça n'uma conotação enrugada por si só.
 O ar respirado queima seus pulmões e faz ajoelhar uma Besta de quase dois metros e meio de altura.
 Maxuell não dá um só golpe...
 A morte é certa para a Besta...
 TZAAACKKK
 Um ávido barulho seguido da escuridão, tanto para Maxuell quando para a Besta.
 Quando o fim chega...
 Apenas o silêncio absoluto...
 Uma escuridão profana e um súbito alívio, e então a velha pergunta;
 - Onde estou?
 
 Epílogo;
 
 Em um mundo antigo e cheio de Caos estiveram alguns desbravadores; Maxuell, Stephen, Azrael, Greynor, Agatha, Abigail e Razor. Sete personagens que fincaram a ferro e fogo a Europa Medieval de 1300, para onde irão todos? Onde estarão eles?
 Um ciclo se fecha e deixa aos que partem o gosto da "NOBREZA". Partem sem mesmo parecer saber o que é pecado como o mesmo para um súdito armado com sua bandeira caída sobre o mais nobre do lado do bem, indicando o seu lado errado escolhido.
 Fogo, Água, Terra e Ar são os elementos que fizeram tais perspectivas parecerem mórbidas e repugnantes. Perspectivas perdidas em meio à guerra e a insurreição dos mais fortes, mais ricos e mais podre.
 Poder, poder até não mais poder. São traços fundos e exigências básicas da audácia medieval. Um ponto termina. Um prólogo contará uma nova história, serão testadas todas as formas de sentimento em um novo tópico utópico e longínquo.
 Deixando de lado o moralismo das florestas e entrando em uma selva um pouco mais densa.
 Um novo ciclo à seguir e uma partida deixa de lado todos os lindos sonhos da alvorada.
 ...Quando o fim chega...
 ...O Fim se torna apenas o começo...

O Fim.

 Quinho

Escrito por Quinho às 17h35
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A Guerra das Raças - "Parte XII"

continua...
 Azrael olha para Cabelni e sente raiva, sente-se incomodado. Quer MATA-LO, não pelo passado, não por motivos próprios. Mas sim por Greynor. Ele matou Greynor, feriu-o no coração com isso. Talvez tudo isso tenha sido parte de uma trama pré-planejada, talvez até Maxuell tenha participado disso. Seu pai sim era um homem de fibra, Caim, matou por amor, por amor ao pai, amor à escolha, amor... À seleção natural da humanidade.
 Ele olha para Stephen Will tentando controlar sua chuva, que chega cada vez mais estúpida e salgada, olha para Maxuell e vê um derrotado sorvendo de sua colheita. Qual é a raça mais forte ali?
 Os Magos que querem poder, poder até não mais poder?
 Ou seriam os Demônios que acima de tudo querem posses? Eles querem dominar todos os mundos com portais para todos os lugares, mas nem mesmo têm poder para formar um exército digno disso.
 Talvez fossem os Anjos que podem voar e têm a inteligência avantajada, como Greynor colecionava crânios de Demônios e Anjos, Azrael pôde estudar que o cérebro dos Anjos possui quinze por cento a mais de massa do que o dos humanos, e vinte por cento à mais do que o dos Demônios. Analisando a caixa craniana de cada um e supondo assim que eles, os Anjos, têm mais uso da massa.
 Os humanos podem ser sérios candidatos a esse posto, mas sua dignidade e compaixão ainda os fazem parecer formigas perto de Anjos e Demônios. Por eliminação então sobram os híbridos. Criaturas que têm o seu DNA misturado com o de alguma outra raça. E por quê não? Quem melhor para ser a raça superior se não a junção de DUAS RAÇAS?
 E ai está ele, Azrael, o Mais forte, não é apenas uma combinação de DNA humano com o de um Lobo, mas há um terceiro ali, existe em Azrael o DNA dos Anjos... Não há um estudo próprio para explicar as mudanças genéticas nesse caso, mas basta. Ele é o verdadeiro "HOMO SUPERIORS"
 Azrael anda suavemente sobre as carcaças imundas dos Demônios e Anjos que estão caídos ali, já sem nenhuma vida.
 Uma guerra de urros é travada por ele e Cabelni antes do encontro final, um encontro cara-a-cara.
 Quando chegam perto um do outro, é a hora mais intensa da tempestade de Stephen Will. Os ventos parecem cortar a pele de Stephen, rasga-a lentamente. Stephen consegue agarrar Maxuell com uma dificuldade infinita na respiração...
 Stephen fecha o buraco feito em sua garganta pela faca de Cabelni e, então, Maxuell consegue respirar um pouco.
 As visões de Maxuell estão muito turvas suas lembranças inertes. Seu coração enfado já não sente prazer em bater. A morte, ao lado de Stephen segura nas mãos de Maxuell. Um momento pífio, salgado e carregado de labor.
 As duas bestas urram uma para a outra como em uma competição, gritam aviltante uma para a outra, bem perto sem se tocarem, como se estivessem somente se estudando. Stephen relembra os velhos filmes de dinossauros, que assistia nas aulas de biologia quando ainda estava no colégio. Era engraçado. Alguns Dinossauros deixavam àmostra o zíper de sua fantasia. Stephen deseja como nunca, agora, que tudo isso fosse uma reles aula de Biologia.
 Maxuell começa a retomar a consciência e se dá conta de onde está.
 Pensa que se ele e Stephen não tivessem vindo ao passado atrás de Baminath, isto estaria acontecendo do mesmo modo. E isso é irrefutável.
 Então ele se pergunta "POR QUÊ?"
 A chuva pára subitamente.
 "POR QUÊ?"
 Azrael deixa de urrar tão vorazmente e começa a voltar-se, como em uma recusa à luta.
 "POR QUÊ?"
 Como se tivesse notado que Cabelni não possa ser vencido, ou por simples desistência mesmo.
 "POR QUÊ?"
 Então Cabelni salta por sobre as costas de Azrael e crava suas unhas pouco acima dos ombros logo acima da clavícula de Azrael, então, apoiando-se nos próprios pés que estão nas costas de Azrael, ele destrói parte de seus ombros.
 - GRRAAAUURRR!!
 Azrael urra, mas não consegue evitar o chute na cara em seguida.
 Crack!
 O chute quebra vários ossos da sua face.
 Maxuell retira suas últimas forças vitais e percebe o por quê de ele estar ali, naquele momento.
 - Leve Azrael e Greynor para longe daqui Stephen, este lugar vai ficar quente! - Murmura Maxuell, pois não consegue um tom de voz devido a sua garganta estar furada.
 Num breve momento, Stephen pensa. Mas logo em seguida ele se lembra de Maxuell frente à avalanche no Stones of Reason* então sem pestanejar ele se agarra à Greynor e joga-se para cima de Azrael gritando;
 - Sinaagazus, Ickáckish!!
 ...
 Quando saem do portal de Stephen sentem o calor que já estava fazendo no mesmo estante em que saíram de lá. Estão agora nos pés da montanha Stones of Reason, Stephen pensa o que poderá acontecer com Maxuell... Então seus pensamentos são interrompidos;
 - Olá!
 Eles se reencontram com as garotas Agatha e Abigail...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

(*) Ver Post - Razor um Poder - "Parte II"

Escrito por Quinho às 14h02
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29/06/2006


A Guerra das Raças - "Parte XI"

continua...
 Com um vôo graciosamente mórbido a Besta ataca Maxuell com sua própria espada de esmeralda. Em vão Maxuell tenta se esquivar, mas é atingido. O ferimento rasga seu abdome deixando um rastro de sangue e um urro de dor;
 - aaAARRRGGHhhh!
 Maxuell pousa sua mão sobre o ferimento e tenta não sentir medo.
 Em seguida a Besta voa para cima de Maxuell novamente e com um giro da espada em suas mãos toma-a em um ataque para fincar em Maxuell
 -Schuluck-
 (...)
 A espada atravessa a perna, semidobrada de Maxuell na altura de sua coxa e finca no chão;
 - Gaaahhhck! Ahhhh!
 Maxuell não contém sua dor. Sua vista fica turva e seus olhos pesam, seu cérebro começa a trabalhar contra isso, a imensa dor faz com que ele, o cérebro, bloqueie suas sensações. A dor some. Os corpos em volta transformam-se em vultos, o ar que inala leva medo aos seus pulmões. Vislumbrando os fantasmas, Maxuell nota a silhueta da Besta vindo lentamente em sua direção, já não sente mais nenhuma dor, no meio de tanta imagem nebulosa, fita de bem perto os olhos negros da Besta, que dá um leve tombo na cabeça e o olha intensamente. Maxuell está fora de si agora, não ouve nada, não sente coisa alguma. Uma única coisa aflora dentro de seu corpo, ele sente gosto de sangue, um gosto de sangue em sua garganta, não consegue ver se a Besta está lhe rasgando a jugular, mas sente um gosto muito pesado de ferro, cada vez que ele engole, ele sente mais gosto de sangue. E mais, mais, mais...
 (...)
 Greynor extrai do seu âmago de sal forças para segurar a besta e morder-lhe o pescoço com tal voracidade que destrói a carne e arranca parte do mesmo com suas presas. Cabelni subitamente arranca o punhal que estava furando a garganta de Maxuell para drenar o sangue e finca no olho direito de Greynor;
 - Ahhhhh!
 Mais do que rápido a Besta arranca em um solavanco a espada de esmeralda de Maxuell e destroça o peito de Greynor em um rápido giro... Algumas partes das suas costelas são vistas enquanto voam junto com o sangue no ar.
 Greynor se ajoelha diante da Besta e sente o sangue esvair do seu corpo pelo rasgo feito pela espada de esmeralda;
 - ...
 Ele cai silenciosamente com a cabeça no chão, seu corpo ainda espasma algumas vezes, mas o seu fim é silencioso.
 Seus olhos ficam abertos para sempre. A imagem da luta entre os bravos com um moribundo no chão ainda é enviada ao cérebro, porém ele não tem mais mensagem alguma para passar ao restante dos órgãos.
 A morte chega e abraça ao chão Greynor, e com ela algumas gotas de solidão, ela olha firmemente para Maxuell que não quer se desprender da forma física, por enquanto é só Greynor que irá acompanhá-la nesta noite gelada, nebulosa e amarga.
 Chloc! Chloc, tsii!
 Uma densa chuva cai em seguida, com muitos raios e trovoadas, como se alguém estivesse esperando aquilo; ou, talvez, fazendo aquilo.
 Stephen Will fez chover gotas negras e densas carregadas de sal, à cada gotícula que se estoura no chão ouve-se um barulho como se fosse um forte ácido.
 Tsii, Tsii, Tsii!
 Ao longe pode-se ver de onde Stephen Will conseguiu a fonte, do mar chamado INCINERATOR. Ele não sabia, porém, que a quantidade de sal na água seria de tal ponto assim... Maçante.
 - Stephen! - Grita Azrael - Está louco?
 - Eu não sabia que este mar tinha tanto sal assim! - Responde Stephen Will com um ar de perdido - Quando senti o gosto de sal em minha garganta achei que era pelo simples fato de ser água do mar, eu nunca havia feito uma magia dessas usando a água do Mar para drenagem!
 - Pare com isso, já! - Ordena Azrael que se envolve em seu próprio corpo como se estivesse sentindo frio - Irá matar Maxuell!
 - Não posso, temos de esperar ao menos alguns minutos, pois eu drenei milhões de litros cúbicos para fazer uma TEMPESTADE!
 - O quê!? - Pergunta Azrael sentindo dor pelas gotas que queimam suas costas - O pior ainda está por vir?
 - (...)
 - aaAAAARRRHHHHhhhhhh!
 Azrael grita e vai se transformando em uma criatura peculiar...
 - Grrrrr!
 As gotículas parecem não mais afeta-lo, a sua pele, ou melhor, seus pêlos agora, estão encharcados e quando ele levanta é o velho LOBISOMEM que todos, menos Cabelni, já haviam presenciado.*
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

 (*)Ver post "O Começo do Fim - Parte V"

Escrito por Quinho às 14h22
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09/06/2006


A Guerra das Raças - "Parte X"

continua...
 Uma batalha épica vai ser travada ali, onde um Anjo e um Lobo serão os gladiadores desse encontro. O lobo, o de duas cabeças, faz suas ameaças e juras de destruição;
 - Greynor! - Diz a besta - Hoje será apenas o começo do triunfo das bestas sobre as demais criaturas. Ao tirarmos sua vida, estaremos nos erguendo no trono de Arkanun e, também, de Paradisía. Faltando tão somente o Infernum e Éden para a conquista. O que será relativamente fácil pois existem muito poucos Anjos em Éden e muito poucos Demônios em Infernum. Eles cavaram suas próprias covas. Banindo os Anjos e Demônios para universos esporádicos eles fizeram com que, esse número aumentasse muitas vezes devido a única coisa que eles não têm em seus mundos. O Livre Arbítrio.
 Os Anjos banidos podem se tornar "maus" e os Demônios também podem se tornar "bons". Mas isso, o banimento, também pode causar a incitação à prole exacerbada. Fazendo grandes exércitos. Você Greynor matou um exército inteiro de Demônios hoje, isso é um fato, poderíamos ter tomado infernum com esse contingente. Mas você acabou com grande parte. Mas refaremos e nos tornaremos três vezes mais poderosos e imponentes!
 Os Anjos, coitados, ainda estão como um feto para tomar qualquer coisa. Apesar de serem extremamente fortes, não têm consciência alguma disso.
 - Pare de blasfemar criatura! - Tenta Greynor n'uma retórica sem sucesso.
 - Blasfemar? Blasfemar!? - Responde a Besta em tom arrogante - Você acha que a morte de Arthoriniel foi uma blasfêmia? Não! Foi uma realidade crua, uma forma de controlar mentes e exercer poder sobre os mais fracos. Veja se alguém se opôs à mim? Por isso Greynor, esteja bem certo das palavras que proferir de agora em diante!
 Greynor então desembainha lentamente sua espada, um sabre reluzente, parece até que toda a luz do universo se engaja nesse sabre, seu poder ofuscante de beleza e leveza faz com que muitos fiquem abismados com tal arma.
 O Sabre, o enorme sabre, é de conhecimento de todos ali, com exceção de Maxuell e Stephen Will.
 - Ele está empunhando o Sabre de Abel! - Diz Azrael - A arma com que meu pai, após roubar de seu verdadeiro dono, matou seu próprio irmão!
 - (...)
 Greynor salta com tamanha leveza e com muita destreza faz um balé com seu sabre em volta do seu próprio corpo. Na descida ele desfere um golpe sobre Cabelni fazendo o caminho tomado pela espada deixar um rastro de luz. Porém sua iniciativa é frustrante, a besta se move avidamente e com pequenos pulos, exatos, ele se desvencilha da investida de Greynor.
 Cabelni toma a dianteira, então, do combate, e salta sobre Greynor pousando em seu peito. E com um solavanco enorme, quase um "coice", ele o joga para longe, Greynor bate com toda a força no chão e vai se arrastando, e, com isso, rasgando sua pele, inclusive a de sua face. Ele levanta irado com seu rosto derramando sangue, lágrimas e suor...
 - Cabelni a injustiça da união de vocês me fará forte e austero.
 Após essa profecia Greynor agacha-se para pegar seu sabre no chão e rapidamente toma um encontrão da besta. Isso o leva a nocaute ao chão, pois seu crânio foi o ponto de impacto do crânio da besta.
 Lentamente Cabelni caminha para cima de Greynor que se contorce com a cabeça vazando sangue.
 Maxuell, Stephen e Azrael assistem a Besta se aproximar de Greynor e com uma mordida de lobo, destroçar parte do músculo adutor de sua perna direita. Maxuell corre e desembainha sua espada de esmeralda e com um leve pulo gira a lâmina e crava nas costas de Cabelni, um urro e nada mais.
 - Grraaauuuurrr!
 A espada de esmeralda de Maxuell atravessa a besta e isso parece não ter enfraquecido nada.
 - Achou mesmo que com um simples souvenir poderia nos deter, pequeno herói. Fique longe, esta batalha está além de seus conhecimentos lúgubres...
 Porém Maxuell não se aflige com tal afirmação e arrancando dois punhais caminha em direção, novamente, da besta, tomando em uma quase parábola um ponto onde possa ficar entre o opressor e Greynor moribundo. O animal caminha com a espada cravada nas costas e respira, agora, com certa dificuldade. Mas não hesita em parar em nenhum instante. A Besta dá um salto e batendo suas asas ameniza a queda sobre Maxuell, Cabelni tenta uma mordida voraz no corpo dele, mas Maxuell desvia e com um dos punhais consegue um corte relativamente grande na boca da Besta. Um sorriso maroto é visto no rosto de Maxuell.
 A Besta começa a tomar uma outra forma então; duas asas mais rasgam um outro pedaço de suas costas, fazendo assim ficar com as asas parecidas com a de uma libélula. Em um corpo parecendo ser esculpido de pedra, a Besta, com cara de lobo, se torna um bípede, como se fosse um Lobisomem com asas de morcego duplicadas. Isso tornará seus vôos mais constantes e precisos. Com um movimento de jogar-se no chão para fazer uma força contrária, ele retira, e empunha, a espada de esmeralda de Maxuell.
 Está agora com uma cabeça apenas, mas sua voz ainda é duplicada;
 - Maxuell, não devias estar lutando contra forças que desconheces! - Diz o Licântropo alado - Que em seguida levemente voa com fúria para cima de Maxuell.
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

Escrito por Quinho às 16h04
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08/06/2006


A Guerra das Raças - "Parte IX"

continua...

INTERLÚDIO - GREYNOR


- Como bem sabe CABELNI, o nosso pai ABEL teve só vocês dois como filhos legítimos, porém após ser morto por CAIM, foi ressuscitado e adquiriu hábitos vampíricos. Matou CAIM e formou um exército negro chamado de "OS TREZE ESCOLHIDOS", foram eles; o próprio Abel, Haldoriel, Kathri, Celliun, Cael, Raynoel, Albirus, Marcellus, Vladius Dracul, Ghéck, Albiel, Mohakiel e Gaha.
 A única mulher era Kathri, com que Abel casou-se novamente e teve três crias talvez mais pura que ele próprio, pois foram gerados pela cria e criação, e não por uma cria e um humano normal. Foram eles Gahagalaniel, eu e Septimus, porém não saímos como Abel, que já adquirira hábitos vampíricos, gostaria, saímos como verdadeiros Anjos, idênticos à nossa mãe, Abel não sabia, mas Kathri era um Anjo de Éden que foi banida para Paradisía, perdendo assim suas asas. Então, por sermos iguais à ela fomos banidos de Paradisía pelo nosso pai. Eu fui para a Terra, e meus irmãos ficaram escondidos, Gahagalaniel casou-se com Aliniel, uma humana pesquisadora, uma das primeiras criaturas sem asas que cruzou os Cristais Celestes. Ela era linda, parecia-se com um Anjo era extremamente voraz e com poderes arcanos. Foi seduzida pelo mais angelical de nós três, Gahagalaniel. Septimus eu não preciso nem dizer que vocês mataram junto com os doze dos treze escolhidos.
 - Heheh - Riem os Dois Demônios quase sem interromper os dizeres de Greynor.
 - Na Terra eu conheci um Anjo como eu, porém, não poderia mostrar-me como sou, haveria uma desavença e ele com certeza me mataria, pois eu sabia quem ele era; nada menos que Azrael, o único filho de Caim, até o que se sabe. Tão poderoso quanto vocês, senão mais. Fiz então um pacto com um índio onde eu o daria longevidade com a doação de meu sangue e ele me daria a estirpe de um Demônio. Assim consegui aproximar-me de Azrael, quando nosso pai Abel tentou em uma grandiosa investida matar o filho de Caim e tomar a Terra, o meu último refúgio, fui obrigado a destruí-lo. Azrael somente ajudou-me.
 - Não interessa o que você diga! - Diz a Besta de duas cabeças - Terminaremos o trabalho de nosso pai, também por que os únicos descendentes legítimos de Abel somos nós; Callithus e Cahni, unidos somos mais fortes que o próprio Cérbero ou até mesmo que Abel.

 

INTERLÚDIO - MAXUELL


 - Precisamos ir até ele o mais rápido possível, pois ele está frente à uma criatura hedionda! - Diz Maxuell que já sai em debandada em direção aos Chifres de Hagnasi.

 

INTERLÚDIO - GREYNOR


 Tantos Demônios sobrevoando ali, tantos Anjos fitando a cena, e nenhum deles se propõe a ajudar qualquer um dos lados, ficam imóveis contemplando a grandeza do fato consumado e a pitoresca explicação de Greynor, se revelando um Anjo de alta patente.
 Greynor agacha-se e prostra com os joelhos ao chão, abre então os braços e murmura do fundo do coração;
 "- Dai-me suas angústias senhor, faça-me seu único filho, agora, guardião da morada de Abel filho de Adão e Eva. Com a força que me deixas, mandarei ao inferno essa criatura horrorosa, prole de Satã, vingativa e perigosa. Deixa-me com teu amor um solstício de poder para acabar de uma vez por todas com esse lacaio errôneo!”.
 E no mesmo instante um raio desaba sobre Greynor e um segundo depois vem seu estouro. O raio joga Greynor para perto do portal dos Cristais Celestes. Uma densa fumaça ebule do corpo de Greynor, suas pernas e o resto do corpo ficam imóveis, ele parece estar morto.
 Do portal saem Maxuell, Azrael e Stephen Will;
 - O que houve com ele? - Pergunta Maxuell que se agacha e tenta tocá-lo. Porém sua tentativa é parada no instante em que um estalado é ouvido por todos e Greynor se contorce no chão. A pele de seu corpo começa a borbulhar e dar estalos altíssimos quando as bolhas de pele estouram. Como uma couraça sua pele vai estourando e descolando dos ossos e músculos horrivelmente, ele continua a se contorcer e a implorar;
 - Arrghhh, o que houve comigo? Eu pedi sua benção meu Deus todo poderoso, como podes fazer isso comigo?
 Suas asas desabam ao chão e ele começa a chorar, então "Deus(?)" revela seu trunfo em Greynor, à cada lágrima caída um Demônio cai morto. E não há como parar, o choro de Greynor é intensivo e nada o faz parar.
 Maxuell relembra de outra passagem na bíblia nas "lágrimas de Deus", é como se Greynor fosse abençoado com essa graça, porém sua pele cai ainda mais, fazendo-o chorar mais e mais. A pele do corpo de Greynor vai se descascando e por debaixo dela, como se fosse uma cobra, outra vai tomando seu lugar, porém a transição é dolorosa demais. Seus cabelos negros vão caindo em grandes maços e rapidamente mechas loiras onduladas vão tomando o lugar no couro cabeludo dele. Ele curva-se para frente, e, em suas costas, um racho grotesco vai rasgando. De lá começam à nascer duas asas plumadas enormes todas encharcadas em sangue, Greynor abre-as e com uma sacudida faz o sangue espirrar sobre muitos outros Demônios que queriam ataca-lo. Em cada um que o sangue espirrou, foi como se tivessem recebido ácido diretamente. Suas peles, como a de Greynor, começam a lascar e estourar em borbulhas.
 ...Quando o fim chega.
 Apenas um imponente Anjo louro é visto no pico dos cristais celestes, frente à ele, uma besta de duas cabeças totalmente licantropada a besta de olhos negros murmura n'uma voz duplicada;
 - Este é o fim!
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

Escrito por Quinho às 14h04
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02/06/2006


A Guerra das Raças - "Parte VIII"

continua...
 Maxuell tenta compreender toda a história contida e contada ali, em poucos minutos...
 "Pelo que consta, Caim era pai de Azrael, e também matou Abel. Abel era pai de Callithus, Greynor e Cahni. Logo depois Abel ressuscitou e matou Caim. Como Greynor e Azrael podem ter seguido juntos nessa história? Ou pior, de onde vem Arthoriniel, que ao que tudo indica, era da mesma 'patente' que Azrael? Onde será que está aquele maldito Anjo?"
 Seus pensamentos são interrompidos;
 - Hey Max, vá! Vá para o portal e traga-nos ajuda, chame por Azrael e pelos outros, mas não se demore! - Diz Greynor em tom cético. E logo puxa suas duas espadas médias n'um saque cruzado.
 SCHIN! SCHIN!
 - Greynor você não pode aguenta-los sozinho! - Exclama Maxuell em seu velho tom retórico de sempre. - Eu vou...
 - Não! - É interrompido por Greynor - Vá agora!
 Maxuell sai em debanda para o portal, ninguém o acompanha. Nenhum som é ouvido, a não ser seus passos corridos no solo fofo da ponta do penhasco onde se encontra o portal dos Cristais. Então ele volta para o "RELICARIUM".
 Lá Maxuell caminha direto para o "STONES OF REASON" da Terra e assim poderá reencontrar seus amigos.
 (...)
 Ao sair dos chifres de "HAGANAZI". Na Terra Maxuell encontra Stephen Will e Azrael sentados perto de uma fogueira negra de uma escura noite no pico da montanha em que se encontra o portal.
 - Como estão? - Pergunta Maxuell.
 - Como assim, como estamos? - Responde Azrael.
 - É Maxuell, pelo visto o tempo aqui na Terra é demasiadamente demorado - Diz Stephen cortando com seu punhal um pedaço de carne, que prossegue dizendo - Ao julgar pela sua aparência e preocupação.
 E então Stephen serve-se da carne que está rasgada no próprio punhal. Com uma leve exibição de um sorriso boçal no rosto.
 - Quanto tempo se passou? - Indaga Maxuell.
 - Quase nada, só viemos de lá pra cá e acendemos esta fogueira, foi o tempo que passou - Responde Azrael com ar de descaso.
 - Porquê estão agindo dessa maneira? - Diz Maxuell fervoroso - Eu não fiz nada à vocês! Stephen, porquê não me acompanhou?
 - (...)
 - Stephen estava aqui por outros motivos Maxuell - Responde Azrael.
 - Então deixe que ele mesmo se pronuncie, oras!
 - Sabe Maxuell - Diz Stephen - Quando viemos aqui tínhamos um objetivo, matar Baminath, para podermos viver em paz no futuro... No nosso Presente! Mas aqui você começou a ser um desbravador e nossas idéias começaram a se contradizer. Não sabemos mais se Baminath está morto. Se formos para o futuro e ele ainda estiver lá? Katheryne ainda estará morta. Então me diga, onde está o propósito disso tudo? Eu te ressuscitei duas vezes Maxuell, acha que vai ser assim para sempre?
 - Hey, ei, ei, acalme-se, não estou dizendo nada diferente disso! - Repreende Maxuell - Eu estou lutando com as forças que temos, para um Mundo melhor, quem lhe garante que ao que formos embora agora, será melhor?
 - Ninguém! - Responde Stephen.
 - Então, quando é que você iria ver coisas como as que está presenciando agora? - Diz Maxuell sem pestanejar - Olhe para Azrael, ele é um Anjo, já viu um Anjo no nosso "novo" Mundo?
 - A questão não é essa Maxuell... - Interrompe Azrael.
 - Como não? - Numa retórica fervorosa Maxuell corta o pensamento de Azrael - Você não sabe nem de onde viemos, filho de Caim!
 (...)
 Todos calam-se por um instante e se entreolham sem passar o que estão pensando. E então Stephen quebra o silêncio;
 - Como assim?
 - Pelo visto você encontrou meu sobrinho... - Responde Azrael com ar de tristeza.
 - Claro que sim, eu fui para Paradisía, o que queria que eu encontrasse? - Grita Maxuell acrescentando novamente a hereditariedade de Azrael, como que um insulto - Filho de Caim!
 - Hey, espere um instante eu achava que Azrael era filho de um Anjo com Humana, por isso teria sido exilado na Terra, para seu pai entrar novamente em Paradisía... - Tenta entender Stephen.
 - Ele é filho de Caim, sabe aquele que aprendemos quando criança, aquele que mata seu irmão Abel? - Ironiza Maxuell - Lembra-se Stephen?
 - Isso não é possível! Estaríamos diante de um ser dotado de poder inimaginável. - Pensa alto Stephen Will.
 - Sabe o que é mais intrigante? - Pergunta Maxuell, com um ar revelador.
 - O quê?
 - Greynor é o filho de Abel... - Diz Maxuell lentamente fazendo o coração de todos ali palpitar por alguns segundos.
 - hahahahHAHAHAHAHAHAhahahaha! Isso nunca! - Gargalha Azrael com ar superior - Não se lembram em Arkanun? Greynor lutou com seu próprio pai, o Demônio denominado Greknátikus nas masmorras do Castelo de Arkanun.* Até sua runa era a idêntica à de seu CRIADOR.
 - As runas podem ser iguais se os caminhos seguidos pela magia forem idênticos Azrael, não pensamos nisso na hora por quê o fato parecia concreto... - Diz Stephen com um olhar distante e, então, prosseguindo seu pensamento - ...Onde está Greynor agora?
 (...)
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...
 

(*)Ver Post - "Duelo de Generais - I"

Escrito por Quinho às 11h53
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19/05/2006


A Guerra das Raças - "Parte VII"

continua...
 Maxuell cai em silêncio e começa a pensar na sua vida após à morte, pensa em tudo o que aprendeu sobre a "Santíssima Trindade". Sobre Deus e o Diabo, Céu e Inferno. Pensa na paz. E por fim ele ainda satiriza;
 - Hehe... Morrer antes mesmo de ter nascido...
 Um súbito silêncio afoga os pensamentos de todos ali presentes.
 ...
 E então é interrompido;
 - Hup!!
 ...
 Maxuell sente-se feliz por ter sido resgatado, ele se emociona em pensar que Azrael o acompanhou até aqui para salva-lo e que todas as injúrias feitas à ele foram simplesmente conotações blasfêmicas. Porém quando abre os olhos ele se sente na beirada de um pêndulo;
 - Olá Maxuell! Desculpe o atraso, minhas pernas estavam horrivelmente rasgadas!
 - (...)
 Porém não é Azrael seu salvador; mas, é um rosto conhecido;
 - Greynor!? - Diz Maxuell n'uma mescla de espanto e descontentamento - Onde estão os outros?
 - Estão com Azrael, nas Pedras da Razão, eles voltaram do Relicárium* para as Pedras da Razão.**
 - Azrael? - Grita Maxuell sem perceber que gritou o nome dele em sinal de desaprovação.
 Filch, filch...
 Flechas passam por eles e por um triz não rasgam suas peles;
 - Precisamos ir rápido para lá Maxuell! - Diz Greynor com o semblante preocupado.
 - Precisamos mesmo! - Concorda Maxuell - Voe o mais rápido que puder Greynor!
 E é isso que ele faz, voa o quanto pode com suas asas. Então rapidamente eles chegam no portal dos "Cristais Celestes". Greynor ruma para ele afim de ultrapassa-lo sem perder tempo. Porém sua voracidade é interrompida por um urro Intumescente.
 - rrrrrRRRROOOOAAAAARRRrrrrr!! GREYYYNOOOOR!!
 Greynor coloca Maxuell frente aos Cristais Celestes, então vira-se para e olha para a criatura. Profere;
 - Cahni e Callithus, já era hora de aparecer.
 Maxuell vislumbra o monstro que está na frente de Greynor...
 Notavelmente é um lobo, mas não um lobo comum. Um Lobo com duas cabeças e asas enormes de morcego. Maxuell consegue se lembrar de palavras de Stephen Will e passagens do livro mais lido do planeta;
 "- Estamos num mundo antigo, com demônios antigos Maxuell. Coisas que nem mesmo nossas magias são capazes de destruir."***
 “No Apocalipse quando o Cordeiro abriu os selos e saíram as pestes da Besta.
 Numa voz de trovão um cavalo branco com seu cavaleiro de arco na mão, ganhou uma coroa e saiu vencendo para vencer.
 Numa voz de ser vivente um cavalo vermelho nele estava o cavaleiro disposto à tirar a paz da Terra.
 No terceiro selo, veio o cavalo preto e seu cavaleiro tinha uma balança na mão. Cujo a mesma sempre pendia para seu lado.
 O Quarto e amarelo trouxe a morte e hades autorizada na quarta parte da terra a matar pela espada, pela fome, a peste e as feras da Terra.
 Na abertura do quinto selo vieram por de baixo do altar as almas de todos que tinham sido mortos pelas palavras de Deus com vestes brancas.
 No sexto selo à se abrir ouviu-se um barulho imenso antecipando o fim, um poderoso terremoto se formou e o Sol tornou-se negro e a lua rubro tornou-se como o sangue. Caíram as estrelas do céu e o próprio céu encolheu-se e os montes e ilhas foram removidos de seus lugares.
 Todos se esconderam."
 E por fim, Maxuell vislumbrou o versículo mais aterrorizante;
 "AP 13:1 Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre seus chifres dez diademas, e sobra suas cabeças nomes de blasfêmia.
 13:2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão;"
 Lembrando que até mesmo o Dragão que tinha todos os poderes ofereceu-lhe os poderes e seu trono. Maxuell sentiu pavor, pois havia encontrado pela primeira vez em sua vida o número '666' estampado no peito do animal.
 Claramente não é a besta descrita na Bíblia, mas Maxuell sentiu o fim dos tempos próximo. Muito próximo.
 Então encarou-o antes de Greynor continuar seu diálogo com o bicho, pensando;
 Como todas as eras têm seus Demônios, conhecemos Hitler, Pol Pot e Opus Dei... Esta é a era dos padres inquisidores que massacraram as Bruxas, Wikkas e todos os Hereges considerados assim por eles.
 Foi então que Greynor continuou;
 - Meus irmãos, então estão aqui para cobrar a minha dívida pela morte de papai?
 - Não! - Disseram duplamente - Não é só pela morte de Abel e sua aliança à Caim tendo-o ressuscitado, Greynor, mas por sua fiel aliança à Azrael. Como pôde trair a sua própria raça?
 - Não foi traição Callithus, nem a ti Cahni. Eis que chamo-os agora de "CABELNI", pela metamorfose sofrida. Mas foi arrependimento pelos atos de nosso pai...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...


 (*)Ver Post - "O Começo do Fim - Parte IV"
 (**)Ver Post - "Entre Deus e o Diabo"
 (***)Ver Post - "De volta a Caminhada na Floresta"

Escrito por Quinho às 17h49
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17/05/2006


A Guerra das Raças - "Parte VI"

continua...
 Arthoriniel lança suas flechas com uma eficácia tremenda, acerta vários Demônios e então eles caem rodopiando sem vida.
 Um muro erguido de Anjos em volta de Arthoriniel o protege com espadas, sabres, adagas e sais, um contingente enorme de escudos é feito o qual faz os Demônios resvalarem e serem rasgados pelas pontas das espadas.
 - O plano de batalha desses Anjos é uma coisa fenomenal - Pensa Maxuell - Suas táticas não são encontradas em lugar algum do Mundo.
 - Nossa civilização é muito mais avançada que a tua Maxuell! - Fala Arthoriniel respondendo o pensamento de Maxuell.
 - E este Anjo maldito ainda fica lendo meus pensamentos. - Diz em voz baixa Maxuell.
 - (...)
 Sob uma chuva de Demônios sobre suas cabeças, os Anjos se desviam como podem fincando suas pontas de suas espadas ferindo quase sempre mortalmente os Demônios. Maxuell também está dentro da grande muralha.
 Alguns Anjos começam a cair sem vida nos olhos e deixam a muralha mais fraca à cada investida dos Demônios.
 Maxuell chorando começa a pensar como os Demônios podem ter entrado na cidade de prata de Paradisía. Obviamente eles receberam alguma ajuda.
 Ao modo que Arthoriniel começa à se afastar da batalha e Maxuell começa a ajuda-los. Seus pensamentos são interrompidos;
 - Nos encontramos novamente guerreiro de longos cabelos loiros...
 Maxuell contempla uma imagem conhecida, sem saber como e nem de onde ela pertence. Como se este Anjo também estivesse lendo seus pensamentos. Por trás dos ombros do Anjo, que está com suas asas retraídas ele nota um outro que sorri com um leve sarcasmo no olhar. Então Maxuell se lembra de tudo, ele se lembra de estar acordando com um grande estrondo, um barulho de um corpo rachando o tronco de uma árvore;
 
" - * * *... O quê está havendo Stephen.
 - Argh!!!, não sei Maxuell. Só sei que eu to levando bronca aqui!!"
 
Lembra-se de Stephen estar deitado aos pés daquela árvore. Uma TAMARIZ para ser mais exato, Maxuell se lembra do cheiro desta árvore;
 "- Meu Deus Steph, esse cara deve ter uns três metros de altura!!!  AAAAAAAaaaaAAAARRRRRGGGHHHHH!!!!"
 
O Anjo-Monstruoso que Maxuell está fitando por trás do primeiro, foi o mesmo que atacou com um pontapé no seu próprio peito.
 "- Hedwin, por quê está fazendo isso conosco?
 - HEhehHEhhehe.
 - Vocês, Magos Drenam nossa energia, a energia do nosso Mundo. Com essas magias que saem da ponta de seus dedos.
 - Não viemos aqui drenar nada de lugar nenhum. Só estou aqui à procura de um portal."
*
 Maxuell lembra-se de "CAHNI E CALLITHUS" dois Anjos que ele e Stephen enfrentaram na Floresta de Hedwin, o 1º Demônio que eles avistaram...
 - Está pensando como pudemos ter vindo parar neste mundo não é? - Pergunta o primeiro que Maxuell reconhece sendo o mestre Cahni.
 Então o outro se aproxima e diz à Maxuell;
 - Shhhh... - E com um sinal de silêncio com o dedo indicador na frente de sua própria boca ele movimenta lentamente a sua mão esquerda e arranca um punhal pontiagudo.
 - Humpf! (...) - Maxuell tenta uma investida para chegar até Arthoriniel. Mas nada consegue, o mestre Cahni torce seu braço e tapa sua boca com tamanha força que é impossível se mexer.
 Com os olhos, apenas, Maxuell vê Callithus fincar sua adaga no abdome de Arthoriniel traindo toda a raça dos Anjos que estavam ali, reflete então sobre as palavras de Arthoriniel;
 "- Nossa civilização é muito mais avançada que a tua Maxuell!"
 Maxuell nota, ali, que nenhuma outra raça é melhor ou pior do quê qualquer outra, que a corrupção aflora em todos os lugares e todos os seres.
 Arthoriniel olha com profundo pesar para Maxuell, quase que implorando clemência pelos seus atos, e por fim, seus olhos em profundo pesar pede desculpas enquanto seu corpo desliza vagarosamente nas mãos de Callithus e ganha o chão com uma morbidez incontestante. Tortas estão suas pernas e braços, deixando uma visão horripilante, com suas asas quebradas pela força de seu corpo sobre elas. Uma perna sobre à outra e seus braços sob o seu corpo, que agora, situa em uma posição espiral.
 Maxuell não consegue ver alguma verdade naquele ato. Simplesmente a tristeza, quando os Anjos se afastam, Maxuell nota que Cahni fez com que a sua espada o rasgasse na altura da barriga. Então a multidão toda pára com seu grito de pavor.
 E sem nenhuma palavra Cahni acusa Maxuell pela morte de Arthoriniel.
 ...
 Todos os Anjos se voltam para cima de Maxuell, os Demônios não impedem que isso façam, apenas param de lutar e os deixam ir para cima dele. Então ele começa a recuar para a beirada do "ringue"...
 Sem ação alguma Maxuell pisa em falso e cai rumo à lava borbulhante...
 
...O Fim...
 ...Por Enquanto...

(*)Ver Post - "A Noite"

Escrito por Quinho às 09h57
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12/05/2006


A Guerra das Raças - "Parte V"

continua...
 "Será que os humanos realmente se importam uns com os outros?
 Será que é possível uma única pessoa no universo mudar o destino das raças?".
 '- É Claro que não!...'
 "Contemplando a verdade da nostalgia sobra à existência de Deus, os humanos estão mesmo certos de seus atos?”
 '- Não podes me matar, irmão, somos à ascensão do planeta Terra'
 "As guerras giram em torno da Paz, aliás, são frutos dela. Não há Guerras sem Paz e vice e versa. Não há Guerra de pessoas. Mas sim uma Guerra de interesses. Não há armas para isso. Não são as Guerras em massa, as Guerras de um homem só, que causam a cada província, um aglomerado de histórias tristes. Um homem mata seu cunhado por uma pequena divida em ouro e prata. O outro ameaça seu irmão por herança”.
 '- Não deverás povoar a Terra, teus filhos serão uma prole infectada, seu sangue é amaldiçoado! Eu não quero correr riscos!'
 "As verdadeiras armas de guerra estão escondidas em caixas. As caixas que são sustentadas pela espinha, de onde; na infância a imaginação sem limites aflora sem desculpas, porém, na rítmica música de destruição, essas armas são forjadas à extinguir todos os seus semelhantes, por algum motivo, que nenhuma outra arma é capaz de saber..."
 '- Caim! não faça isso meu irmão, EU TE AMO!, La...Largue esta f...Faca deixe-me viver Caiiiim! (...)'
 "Todo mundo sabe o dia em que vai morrer, isto é um fato. Acordam com o olhar distante e os olhos fundos. Saciam a sede, mas não se sentem satisfeitos. Fazem perguntas que nunca fizeram antes. Sorriem sem os olhos, que durante o dia todo passam mórbidos, sem vida, prevendo os acontecimentos até a hora de sua chegada. Sentem o nariz arder n'uma vontade incessante de chorar, sem por quê. Quando falam, não são ouvidos, parecem estar em um plano diferente, um plano distinto. Tendem à berrar"
 '- nnnnNNNNNÃÃÃÃããããooooooo!!'
 "Às vezes a arma que morre, não é pura, mas também não é tão podre quanto à qual a matou. Mas esse é o ponto da fissura; o ponto de corte. O Ponto de Impacto talvez."
 '- Azrael será o espelho da Terra, será a imagem semelhança de Deus, Azrael traçará o destino da Terra, será o rei e a plebe, será tudo que se consome e será, junto de mim, o único e verdadeiro Anjo, enquanto você, Abel, terá o prazer de ser enterrado com sua esposa Aleidah no covil dos cães...'
 (...)
 - Filho de Caim? - Pergunta Maxuell deixando os ombros caírem.
 - Sim! - Explica o Anjo-orador - Ele foi o único filho que Caim conseguiu ter, antes de ser morto por Abel...
 - Ei! - Interrompe Maxuell - Há um erro nisso, não preciso ser cristão ou de nenhuma religião para saber que foi "CAIM QUE MATOU ABEL!"
 - Sim, teoricamente - Diz o Anjo - O que não contam é que "ABEL", após ser morto foi ressuscitado, de alguma maneira ele levantou-se e adquiriu hábitos noturnos, não seria mais visto à luz do sol, caminhava somente nas penumbras, ganhou força e criou seu próprio exército. "OS TREZE ESCOLHIDOS". Então em uma noite, organizou a busca para matar Caim e seus filhos... Somente Azrael sobreviveu ao massacre, "O MASSACRE".
 - Como isso? - Pergunta Maxuell.
 - Inexplicavelmente... - Responde o Anjo.
 - Quem é você para saber tanto assim sobre "CAIM E ABEL"? - Indaga Maxuell enfurecido por ser tão estranho e diferente do que pensava até àlguns minutos.
 - Sou "ARTHORINIEL"!
  Todos se calam imaginando o quanto tempo passaram ao lado do "SOLDADO" que recebe ordens diretas de "GAHAGALANIEL" sem saber seu verdadeiro nome. Alguns, da Cúpula, sabiam. Mas nunca entregaram, porém uma arca foi aberta em meio à muitos inimigos comuns, "OS DEMÔNIOS DE ARKANUN". Sempre estiveram à procura do Anjo que levava as notícias à Gahagalaniel, mas isso era impossível... Até agora...
 Os Demônios, visivelmente em maior contingente cercam todos os Demônios e tornam-se uma barreira demoníaca.
 - Viu o que você fez? - Diz Maxuell se soltando dos Anjos e empunhando sua espada.
 - Foi preciso, você verá! - Responde o Anjo tirando um enorme arco dourado de sua presilha nas costas e puxando várias flechas de uma só vez, com um certo receio no rosto pelo que fez ele olha para o oeste. - Vamos, não era para demorar tanto.
 Alguns Anjos ainda não acreditam no que estão vendo e continuam olhando para Arthoriniel um tanto quanto imponente com seu arco gigantesco, eles comentam em murmúrio mútuo;
 - É o Arco de CASSIUS?
 - Sim é idêntico à ele?
 - Será que ele o encontrou?
 Maxuell ouve os murmúrios e comenta para Arthoriniel;
 - E aquela história de "Lathaniel e Aladiah?" Você mesmo proclamou Deus como sendo único!*
 - E é... - Responde Arthoriniel.
 - Quem é Cassius então? - Questiona Maxuell.
 - Deus, só que nós Anjos, não o vemos como um velho de barba branca, e sim como Cassius, um soldado que lutou em muitas batalhas e até hoje luta... Mas não fica em evidência e nem em Igrejas. Nossas histórias são parecidas Maxuell... Mas não idênticas.
 - MATEM ARTHORINIEL!!! - Brada um Demônio revolto que parte pra cima da massa angelical com uma lança escura nas mãos e traz os milhares consigo.
 Em uma parede formada com uma Constancia jamais vista por Maxuell. Ele chora...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

(*)Ver Post - A Guerra das Raças - "Parte I"

Escrito por Quinho às 11h52
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04/05/2006


A Guerra das Raças - "Parte IV"

continua...
 Maxuell sem anunciar desfere um grandioso golpe com sua espada e rasga a garganta do Anjo "CELTUS" que matou o Demônio "ANGEL'S HUNTER". A Lâmina rasga a garganta do Anjo e seu sangue jorra molhando o rosto de Maxuell. Ele agora parece se deliciar com tamanho feito... Ele abre sua boca engolindo os respingos do Sangue e sorri com seus dentes escurecidos por ele. Guarda a sua espada, então, e salta jogando sua cabeça contra à do Anjo, mas é interceptado pelos dois outros que ali estão. O Anjo ajoelha-se e começa à perder suas forças, coloca a mão sobre sua garganta n'uma tentativa de conter sua morte... Inevitável. O Orador então começa a falar com Maxuell;
 - Ora, ora, se não é o enviado de Azrael para nosso povo...
 Como isso? - Pensa Maxuell - Eu não conseguia decifrar o que este Anjo Filho da Puta me dizia há alguns minutos... Agora posso entendê-lo perfeitamente, como isso?
 - É fácil, estou falando na sua língua, nós Anjos temos de aprender e dialogar no dialeto dos Demônios também, sem isso, como poderíamos torturá-los? - Fala o Orador em total clareza e um sarcasmo sem igual.
 Um murmúrio geral entre as raças com um certo ódio em parte dos Demônios.
 - Você lê meus pensamentos? - Indaga Maxuell - Não precisa disso, sabe o que significa "FILHO DE UMA PUTA" na Terra?
 - Tão aguerrido como Azrael descreveu, mas é também um lixo de pessoa! - Responde o Orador.
 - Por que não manda esses lacaios hermafroditas e imbecis me soltarem e eu mostrarei o que é "LIXO" - Afronta Maxuell que continua - E pare de dizer o nome do meu amigo em vão!!
 - Amigo o Az? HAHAHAHA - A risada do Orador é ecoada por todo o centro do Vulcão - Em primeiro lugar, seus conhecimentos sobre os Anjos na sua Bíblia de Merda não valem de nada ao que se apega à nós. Somos "Seres Vivos" como vocês costumam estudar nas escolas da Terra. Não somos aquela fraude pregada por algum louco de roupas negras de gola branca. Somos de verdade, sexo Masculino, Feminino, somos reais com possibilidades de fecundar nossas fêmeas. Você acha que nossos filhos nascem de uma virgem?
 - Hahahahahaha! - Menospreza o Demônio que continua na sua pregação - Somos todos iguais, o fato de termos asas não nos faz celeste como pensas, e o fato dos Demônios serem horríveis não diz que são inferiores à vocês ou nós...
 - O quê sabe sobre Azrael? Diga-me seu Idiota - Grita Maxuell tentando em vão chutar o Anjo-Orador. Sendo seguro pelos braços, não pode fazer nada além de dialogar.
 - Então Az fez-se amigo seu mesmo? - Responde o Anjo-Orador, com certo nojo da pronuncia, e disso saem gotículas de sua boca...
 - (...)
 - Azrael foi banido de Paradisía por causa de sua insolência...
 "Insolência?" - Pensa Maxuell.
 - Sim! - Diz o Anjo-Orador - Ele desafiou o nosso grande mestre
"ARTHORINIEL", quis enfrentá-lo em um duelo pelo comando da "CIDADE DE PRATA". Arthoriniel é um dos poucos servos diretos de "GAHAGALANIEL" o único conhecido da "ORDEM DA AURORA" sabe o que é "CRISTÃO"?
 - (...)
 Mas antes que o Anjo-Orador pudesse continuar sua explicação, Maxuell o interrompe;
 - A "Ordem da Aurora" são os Anjos - Soldados que recebem a Ordem diretamente de "DEUS", estranho isso ser lembrado por um "ANJO IDIOTA PAGÃO" que não menciona Deus nas suas parábolas...
 - Em "PARTE" Você está certo. - Vocifera o Orador - A Ordem da Aurora existe sim, mas não recebe ordens do próprio Deus "SEU", e sim de
"CASSIUS" o "NOSSO DEUS!"
 - "SEU" Deus, "MEU" Deus, de que importa isso agora? - Brada Maxuell - Estamos em uma luta por eras, somos escravos de nossas próprias hierarquias, "QUEM MANDA MAIS OU TEM MAIS POSSES".
 O Anjo para por um instante e pensa nas palavras de Maxuell, mas por pouco tempo. Então solta sua razão final;
 - Somos todos descendentes de GAHAGALANIEL, mas ao contrário daqui, em Éden as crias são banidas, ele fez isso para formar um exército, mas só conseguiu fazer com que ARTHORINIEL ficasse poderoso o bastante para as buscas além do horizonte, sem sabedoria não podemos nos deixar levar pelo impulso de fazer as coisas do modo certo.
 - (...)
 - "AZRAEL" é um soldado como GAHAGALANIEL...
 - Então por quê o deixam do lado de fora de seu poder? - Questiona enraivecido Maxuell.
 - Azrael não é descendente de GAHAGALANIEL...
 - (...) - Maxuell engoliu à seco as palavras do Anjo, mas preferiu deixá-lo terminar a sentença.
 - ... Ele é filho de Caim...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

Escrito por Quinho às 17h33
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24/03/2006


A Guerra das Raças - "Parte III"

continua...
 Maxuell não tem tempo de fechar os olhos e saber o que está falando o Anjo orador, sua pretensão é bem maior que isso. Ele quer à qualquer custo chegar ao centro do vulcão e ser notado. Mas ele não tem a menor idéia de como chegar no "QUADRADO do RINGUE". Ele faz um certo esforço e agacha-se na beirada à espera de alguma idéia, mas nada habita a mente de Maxuell. Tão somente ele quer ficar ali que seus joelhos tremem como os galhos de uma samambaia sendo banhada pelo orvalho matinal.
 Ele fecha os olhos e tenta ouvir algumas palavras;
 - Morbidaniel não terá chance alguma quando se encontrar com Azrael! -  Diz um Anjo situado mais à baixo sentado, apenas observando as batalhas.
 - Quando Az encontrar com ele, decepará o resto do corpo dele! - Diz o outro.
 - É...
 Maxuell indagado com tantas questões sobre Azrael desiste de ficar com os olhos fechados e os abre para assistir o combate.
 O Anjo "CELTUS" está tentando espetar infantilmente a barriga de "ANGEL'S HUNTER". Mas nada consegue ela além de vergonha perante os amigos e soldados súditos de tal general. No instante seguinte o Demônio n'um pulo estranho desvia dos golpes de Celtus e desce sua lança como um tacape na cabeça de Celtus fazendo-o atordoar...
 Na virada e enquanto sobe a lança ele a gira na mão tão rapidamente que Celtus toma com as duas faces na cara, uma com a base e a outra com a ponta da lança rasgando toda a sua bochecha, abrindo ali uma segunda boca; tão grande, senão maior que a original.
 Mas o Anjo não desiste tão facilmente, ele se desfaz de um dos sais arremessando certeiramente no abdome e ouve-se o primeiro grito do duelo;
 - aaAAARRRGGGHHHHhhhh!!!
 Mesmo o Anjo tendo apanhado tanto do Demônio ele não demonstrou um pingo de dor, mas o Demônio ao ser apunhalado viu-se banhado em sangue dolorido. Os olhos do Anjo estavam avermelhados com o sangue que lhe subiu na cabeça pela raiva, seus sentidos estão perdidos devido aos ferimentos e enquanto menea sua cabeça para sentir o choro de seu adversário sente sua língua sair pelo rasgo ao lado na bochecha. Tenciona suas pernas e enfim o Anjo ajoelha-se frente ao Demônio, sua língua ainda não voltou para dentro do orifício, uma imagem bizarra, estonteante e enfurecida está presente ali. O Demônio pega pela ponta a lança e com suas forças se esgotando ele desfere um golpe que faz a base de madeira da lança se partir na cabeça de Celtus. Em seguida com esforço descomunal finca a ponta da lança no ombro direito do Anjo ajoelhado à sua frente.
 - UNGH!
 É como se estivessem lutando em um cômodo vazio, ninguém fala, comenta ou até mesmo respira. Somente os dois estão autorizados à pronunciar algo(?) mesmo que isso seja um choro, devaneio ou um mero espasmo à dor.
 O Anjo desaba à chorar enquanto lentamente finca a outra lâmina dos sais dourados que trouxera para o combate. A pele, carapaça, do Demônio é tão espessa que Celtus, o Anjo, tem de dar vários solavancos para a ponta da lâmina penetrar em seu peito, enquanto chora ele finca lentamente enquanto ouve os gemidos do Demônio Angel's Hunter;
 ...
 - GhacKKh!!
 ...
 - Hwóóck!!
 ...
 - aaaAAAAHHHHRRRRrrrrrr!!!!!!!
 ...
 O gemido cessa, o barulho de como se alguma vespa estivesse no ar entorpece os ouvidos de todos ali presentes. O Demônio Angel's Hunter tomba seu corpo sem vida para o lado esquerdo enquanto o Anjo coloca-o levemente deitado em paz(?) no chão. Murmúrios são ouvidos nos centros das multidões enquanto os pulmões do Demônio vão-se lentamente ficando sem ar, e nisso, o Anjo curva suas costas sobre o corpo do Demônio em sinal de penitência e choro, Maxuell se pergunta por quê toda essa cena, e, enquanto fecha os olhos escuta o orador dizendo;
 
"- ...Como Azrael e Greynor não tiveram chance, foram banidos, ao menos Hunter e Celtus ficaram em paz..."
 - Meu Deus, o que esse infeliz está dizendo? - Questiona-se Maxuell. - Por quê ele não vai à merda e me deixa em paz com todas as minhas lembranças? Quero saber o porquê os nomes de Azrael e Greynor estão nesta boca fétida deste Anjo 'Filho da Puta!' - Maxuell sem perceber pronunciou n'um britânico infame esta última palavra, e no silêncio dos guerreiros ele foi ouvido por muitos.
 Em questão de segundos dois Anjos o seguraram pelos braços e um Demônio que veio à escolta também.
 Fazendo jus ao que se imagina de um vôo Maxuell nem pensa em se agarrar àlgum desses Anjos que o carrega agora, ele somente deixa seu corpo solto como se quisesse ser atirado à lava de milhares de graus abaixo deles, intensamente Maxuell olha e venera o rubro borbulhante como se quisesse fazer parte dele, seus olhos tornam-se tão vermelhos quanto. Enquanto os Anjos pousam o deixando à mercê de tudo e todos ele sente seu ego inflamar junto ao vermelho dos olhos que começam à brotar sem nenhuma concepção do que é tenro. Neste enorme Mundo(?) Maxuell sente-se só, como quando veio* aqui.
 O Vermelho dos olhos, fica muito mais vermelho agora que ele fita o Demônio com um dos Sais fincado no meio do peito enquanto o Anjo-Matador olha com uma honrosa feição de tristeza para Maxuell. Nisso, enquanto Maxuell sente o gosto do sangue em sua garganta, seus olhos tomam uma cor quase que preta, totalmente avermelhada como se fosse o fundo do poço, com o brilho do orifício sendo sua pupila, agora, esbranquiçada.
 ...
 Lentamente Maxuell retira sua espada dormente até então e no final, quando empunha-a. Ele apenas diz totalmente embriagado pela sede de matança e pelo calor do centro do vulcão;
 - Tá na hora do Pau...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...


 *Ver post; "A Cidade dos Anjos"

Escrito por Quinho às 14h37
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09/02/2006


A Guerra das Raças - "Parte II"

continua...
 O Demônio chamado Dark Angel Fall parte para cima do Anjo Morbidaniel com total enfurecimento e uma empunhadura inversa em sua espada grandiosa, ele a segura com a lâmina para baixo onde ataca primeiro com a base, no caso o cabo dela, para a lâmina rasgar depois. Morbidaniel se esquiva o quanto pode até ficar encurralado no canto do "CAMPO IMPERCEPTÍVEL". Então resolve mostrar suas artimanhas. Voa rapidamente passando pelo lado do Demônio, com total destreza e sem algum pudor ele atira três flechas em seu oponente. Elas são certeiras mas parecem não afetar o Demônio.
 O Anjo pára seu vôo e pousa com as pernas levemente tencionadas, ele resmunga algumas palavras, mas Maxuell está intrigado demais para fechar os olhos e entender o que ele fala. As flechas fincadas na panturrilha, coxa e cintura começam a reluzir, e agora o Demônio Dark Angel Fall sente alguma dor... Mas isso não é o bastante para desvencilhá-lo de sua vontade de agarrar o pescoço de Morbidaniel, e, ele o faz tão abruptamente que Maxuell pensa em ter ouvido resmungos... Isso o faz fechar os olhos.
 - ...a vinda de Azrael e Greynor!
 "- O quê? - Pensa Maxuell, que olha para o alto e nota alguns Anjos sobrevoando sua cabeça. Mas parecem que ainda não o notaram. Então eles partem para a imensa massa de Anjos que estão logo abaixo do grande círculo furacal de Demônios do outro lado. - Como eles poderiam saber de Azrael e Greynor? Preciso descobrir."
 Maxuell pensa em descer um pouco o barranco que está para seguir os Anjos o quanto puder por terra, mas já volta seu olhar na batalha onde encontra, agora, o Anjo de joelhos frente à Dark Angel Fall que exibe suas ações à todos ali presentes, então novamente é ovacionado com veemência total;
 - DARK ANGEL FALL!
 - DARK ANGEL FALL!

 Maxuell não percebera como o Demônio teria se desfeito das dores das flechadas, mas isso queria dizer que ele era extremamente forte. O Demônio levanta Morbidaniel e o beija na boca, isso o deixa um pouco mole, e ao terminar, com movimentos bruscamente rápidos ele corta as asas do Anjo com sua grandiosa espada.
 "SCHLUNC"
 - aaAAAARRRGGHHHhhh!!
 O Anjo berra feito um adolescente sendo açoitado pelo pai, suas asas mortas caem ao chão sem movimento algum, as penas que ficam pelo caminho do ar. E a imagem vista pela retina de Maxuell faz-se passar como se fossem folhas de outono desabando levemente em solo fértil do imponente continente na chegada do espesso inverno ludibriantemente de mentes férteis sem amor algum.
 Maxuell se vê com os punhais empunhados e com raiva, não pela desgraça do Anjo e sim a luta em sí entre dois entes poderosíssimos. As lutas no geral estão começando a deixa-lo furioso. Voltando ao Anjo, ele terá de viver mergulhado em vergonha o resto de seus milhares de anos sem seu maior trunfo angelical, suas asas, isso o expulsará com certeza de Paradisía, viverá entre os humanos comuns, mas ele não será um humano, será tratado como um leproso, um ser doente, uma peste, pois suas asas, ou melhor, a falta delas se encarregará de fazer isso. Será seu fim...
 O orador diz agora umas palavras e rapidamente Maxuell fecha os olhos;
 "- ...Azrael, nosso príncipe. Por isso nós o condenamos ao exílio da Terra! levará a marca do desgosto consigo, uma ferida que jamais cicatrizará nas costas. E no braço uma marca de duas espadas cruzadas em forma de fogo será sempre lembrado como o Soldado desertor de Paradisía"
 Uma ovação perfeita, como se fosse um coro de igreja...
 O Orador faz uns gestos com a mão e os ventos começam enfim soprar forte em Paradisía, Alguns riscos começam a se fazer em volta de Morbidaniel e ao passarem em volta de seu corpo faz como se estivesse cortando, ele geme muito, sua imagem começa a desaparecer e rumar nos "RISCOS" que seguem em frente, milhares deles tomam o corpo de Morbidaniel e passam velozmente sobre Maxuell que acompanha com a cabeça o destino dos "RISCOS QUE LEVAM O CORPO DE MORBIDANIEL" seu espanto se torna claro quando ele nota que esta magia levou Morbidaniel para o topo do penhasco no qual ele, Maxuell, atravessou... Com uma espécie de raio o portal é aberto e "AS FAGULHAS LUMINOSAS" que carregam o corpo de Morbidaniel adentram no portal, e seu gemido mais sepulcral é ouvido por todos como a última coisa nas terras de Paradisía. Após isso um súbito silêncio, que depois seguem em gritos de euforia por todos os Demônios ali presentes...
 Maxuell fica se perguntando por quê o nome de Azrael estaria nas bocas destes Anjos, ou pior, por quê o nome de Greynor estaria ligado à esses Anjos?
 Enquanto os Demônios vangloriam a vitória de Dark Angel sobre Morbidaniel, todos os Anjos se voltam para o leste e contemplam alguns minutos de silêncio, como que honrando a partida de Morbidaniel. Maxuell se pergunta se quem derrotou Morbidaniel foi Dark Angel ou o próprio Ordador de sua raça...
 Estranhamente esta batalha inter-racial foi iniciada e sem muitas expectativas as raças estão se desfazendo, não só a dos Anjos ou Demônios, mas a humana também... Maxuell começa a pensar que qualquer raça vencedora deste duelo varrerá a espécie humana, ele conhece Azrael, sabe de sua força... Um outro Anjo foi banido para a Terra, mesmo que Azrael não tenha sido banido para Terra e sim sido gerado nela. Ele sabe da força descomunal que estes "ENTES" possuem...
 Mais alguns mandados para lá e a raça humana será dominada pelos "ANJOS BANIDOS DE PARADISÍA." Isso com certeza não será bom... Maxuell guarda seus punhais e começa a descer cume-adentro, com certeza ele não irá para a lava que borbulha à milhares de graus ao centro, mas achará um jeito de ser notado no "RINGUE"...
 Outros dois entram no "RINGUE" e são anunciados pelo Orador e pelos Demônios...
 "CELTUS ÂNIUN"
 - CACKAHINU!, CACKAHINU!
 O Anjo caminha com dois sais dourados em mãos e vai em direção ao Ringue. Então o Demônio anuncia no velho e imponente Britânico;
 "- ANGEL'S HUNTER!"
 - ANGEL'S HUNTER!, ANGEL'S HUNTER!
 Este desce com uma enorme lança, e segue para o mesmo rumo do Anjo e os dois se olham profundamente... Mais um duelo acontecerá. - Quantos mais antes do fim? - Pergunta-se Maxuell.
 Mas, enquanto desce o vulcão, uma coisa não lhe sai da cabeça...
 - Por quê dos nomes? Azrael e Greynor, por quê?
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

Escrito por Quinho às 15h31
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03/02/2006


A Guerra das Raças - "Parte I"

continua...
 Maxuell sobe vagarosamente a montanha que se parece com o cume árido. Ao chegar ao pico ele nota que é um poderoso vulcão, mas um lugar também que se parece com um ringue. As borbulhas de terra se transformando em lava fazem o ambiente que até então era parecido com a Terra tomar forma de um "INFERNO".
 O ar, um pouco rarefeito e a temperatura elevada turva sua visão. No centro da "BOCA do VULCÃO", que tem uma circunferência quilométrica, ergue-se um poderoso e imponente quadrado de um certo tipo de material, que, estranhamente, não derrete na lava. Há um espaço dentro deste "QUADRADO" onde um leve desenho em forma de circulo foi feito por algum material cortante e brilhante. Pois é entalhado no tal "Aço" este desenho.
 Em um lado do vulcão Maxuell nota a ascensão de vários Anjos, bem vestidos e muito bonitos, armados de sabres e espadas curtas eles abrem passagem para dois Anjos em especial, um com armadura dourada sem as vestes de baixo. Estranhamente ele se faz orador de tal evento, falando em uma língua estranha, como um dialeto hebraico ou aramaico desconhecido por Maxuell até então.
 - Ao que indica, ele está explicando tudo. Diz em voz baixa Maxuell, que prossegue; - E "EU" para melhorar não entendo nécas disso tudo que ele está dizendo.
 Por um instante Maxuell fecha os olhos, e no outro ele entende inteiramente as palavras do Anjo;
 - ...Reunidos aqui, nesta nova era que nos deixa no bálsamo profano da libertação, não somente à defender nosso Mundo para que a chegada dos messias LATHANIEL e ALADIAH seja segura, mas para sermos reconhecidos em Éden como os verdadeiros protetores do Reino "ANTE AURORA DIVINA", pois somos a única defesa entre esses milhares de Demônios que nos sobrevoam e os "PORTÕES SAGRADOS" de Éden.
 Maxuell abre os olhos para fitar o céu, e agora nota que a escuridão nele vem de todos os Demônios ali presentes, que não são poucos. Sobrevoando o local eles fazem com isso algum ritual que toma de escuridão o céu virgem de Paradisía, algo como se estivessem igualando os lados em uma batalha. Percebe então que não consegue mais a tradução que tinha com os olhos fechados, então fecha-os novamente;
 - ...Temos de derrotá-los hoje, pois nossa nação necessita de paz. Os Anjos de Éden se preocupam mais com as questões dominantes, e não esperam este ataque. Por isso então serão facilmente varridos, uma vez que esses milhares de "LACAIOS DE LÚCIFER" adentrarem em Éden, pois os "SOLDADOS DE DEUS" estão em recesso convocados pelo próprio "GAHAGALANIEL" nosso maior mestre, o Anjo que é ordenado apenas pelo próprio criador, Deus.
 O mais poderoso de todos nós está em recesso há cento e cinquenta anos se guardando para a retomada do céu ao lado de Deus, após esta batalha estaremos rumando para Éden e de lá ajudaremos à entrar no reino de Deus para retomar o céu, lugar onde nenhum de nós, Anjos, deveria ter saido.
 Maxuell Pensa;
 "- Que estranho, o maior Anjo, que é ordenado apenas pelo próprio Deus está em 'RECESSO?'.
 Talvez ele não seja bem o que parece. Na hora da decisão ele fica descasando? Já soube de várias histórias de Anjos com suas almas vendidas ao Inferno, talvez este seja mais um deles... E este mediador? O que ele quer? Retomar o céu? Estranho. Por quê os Anjos foram banidos do céu? Uma história complicada essa, não é nada igual ao que aprendemos quando crianças na escola e igreja.
 Será que todo o 'SANTO-CLERO' está corrompido? Mas e Azrael, onde fica nesta história? Ele é bom, sei que é”.
 Maxuell então fecha os olhos e ouve mais um pouco;
 - ...Usaremos o combate "UNO" em uma divisão de sete combates. Normalmente lutaríamos três, mas se não fizermos como os Demônios querem, eles vão usar todo o poder drenado da Terra em prol do ritual do "CONE NEGRO...".
 "- CONE NEGRO? - Pensa Maxuell"
 - ...Com certeza este ritual acabaria com nossas chances vitais de sobreviver neste planeta, Paradisía, pois este ritual suga toda a atmosfera e em questão de horas o planeta todo se acaba em vácuo, sem ar, água, sem nada do que é bom.
 Sem mais explicações então vamos apresentar o nosso primeiro guerreiro; "MORBIDANIEL"!
 Maxuell abre seus olhos e contempla um poderoso Anjo pular bem alto com o auxílio das asas por entre os milhares atrás do orador e descer suavemente com a ajuda das mesmas delicadamente para o centro do Vulcão, onde se encontra o tal "QUADRADO". Ele pára e desembainha duas espadas parecidas com sabres só que com uma pegada inversa. Como se as lâminas cortassem quando ele desferisse um soco, pois elas acompanham o desenho de seu antebraço e dão à ponta logo após seu cotovelo. Ele faz alguns malabares com as mesmas e as guarda em seguida, então pega seu arco, arranca uma enorme flecha da bolsa posta nas costas ao centro das asas e atira reto para o alto, a flecha sobe muito e muito rapidamente, ao cair ele a acerta com outra bem na ponta fazendo as duas se destruírem. A ovação foi fervorosa...
 - GAHINAHáC!, GAHINAHáC!, GAHINAHáC!
 Depois disso dois Demônios começam à descer das negras nuvens do céu carregando uma grande espada, eles descem até o chão e fincam-na ao chão, ouve-se um estrondo e um raio cai sobre ela deixando-a reluzente, após isso faz-se uma abertura nos milhares de Demônios que sobrevoam o local e com enormes asas, um Demônio é trazido pelas graças(?) do vento. Este Demônio não tem um nome, mas todos os conhecem como;
 - DARK ANGEL FALL!, DARK ANGEL FALL!, DARK ANGEL FALL!
 Os Demônios que sobrevoam o "RINGUE" gritam em alto e claro britânico, Maxuell sente medo, a luz da lava ilumina seu rosto jovial(?). Esse Demônio é único, sua pele é levemente rosada, uma cor opaca, como se estivesse morta. Seus olhos são claros, azuis como o mar e seus cabelos longos e lisos extremamente negros. E se não fosse pelas asas de Morcego que os Demônios Têm, esse Demônio seria idêntico a um Anjo-Negro. Assim como ficou Azrael certa vez após ser aprisionado no portal de Stephen Will.*
 Dark Angel Fall agora faz um estranho ritual de assoprar a luz da grandiosa espada fincada ao chão e isso a faz tomar um brilho negro da base até à sua ponta. Ele empunha sua espada e então ergue-a bradando em alto e bom som, indecifrável por Maxuell, é claro;
 - BACRUEEE! - Então todos os outros Demônios gritam juntos, e Maxuell fecha os olhos; -  MORTEEEE!
 Após as ovações feitas todos olham o orador e um Demônio também conhecido por todos ali, chamado de "HAGANIZZI" descem ao "RINGUE". Um súbito silêncio paira no ar, e as únicas coisas à serem ouvidas são o bater das asas dos Demônios que sobrevoam o "RINGUE". O orador angelical resmunga algumas palavras e colocam dois cristais no chão, o do Anjo é um cristal Negro e do Demônio é um cristal Branco e reluzente. No instante seguinte é formado um grande campo imperceptível aos olhos, que guarda os dois guerreiros dentro, não se veria nada se não fosse pela impressão de sufocamento pelos dois ali presos.
 Sem mais anunciações o combate começa...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

(*) Ver Post "Angela"

Escrito por Quinho às 16h38
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24/01/2006


A Cidade dos Anjos

continua...
 Maxuell desemboca em um pico muito alto, o portal de onde veio fica bem na beirada de um penhasco, o chão é feito de uma terra bem amassada, como se fosse uma pedra. É bem clara a cor e tem a camada tão fina que parece que vai desabar à qualquer minuto.
 - ...Stephen estava me dizendo alguma coisa! - Diz ele, que prossegue em pensamento.
 
"...Estranho! Este portal não fica aberto para Arkanun, assim como fica o da Terra para lá e vice e versa... É como um espelho duro e maciço..."
 Após se afastar Maxuell nota que o seu "PONTO DE PASSAGEM" é um grande cristal, magnífico, imponente no pico do penhasco, uma figura horrivelmente abstrata, chega a ser lindo. A luz do sol brilha em Paradisía, o Céu está alaranjado, como se fosse um final de tarde ou começo de uma bela manhã. O ar no topo do pico é gélido e deixa Maxuell com o corpo extremamente relaxado. À ponto de sorrir ao olhar-se no reflexo do "GRANDE CRISTAL."
 Notando que seu amigo Stephen Will não apareceu até então, ele segue em frente para descer a poderosa montanha. Maxuell nesta hora está sozinho, não há como voltar, se seus amigos soubessem disso talvez tivessem o acompanhado, mas não estão com ele...
 É a segunda vez que Maxuell se encontra só em algum lugar. Somente na sua aparição neste mundo antigo ele ficou só
.*
 Maxuell pensa somente em como os acontecimentos se desenrolarão neste dia de Caos, aliás, ele nem mesmo sabe se é dia ou noite na Terra. Sente-se faminto, mas isso não é um problema, como em Arkanun, que as fontes eram extremamente escassas. Na descida ele abate um gordo cervo montanhês e n'uma fogueira assa-o muito bem. Logo ao lado ele se delicia em uma mina que brota das frestas da montanha.
 Após algumas horas ele sente-se satisfeito e prossegue sua viagem.
 Ele olha para o alto e nem sinal de seus amigos, ele se sente só, mas isso não o afugenta, não o deixa encabulado e ao menos com medo. Ele sabe que nunca os esquecerá, e talvez eles nunca esqueçam dele também.
 Maxuell está longe do solo, está em um descampado árido, mas a brisa alivia a sua abstenção de água. Há alguns quilômetros dali existem vários cânions estranhamente retos, com alguns pontos reluzentes, Maxuell acha estranho aquele lugar.
 
" ...O Sol ainda não se pôs! - Pensa Maxuell - Há várias horas que está no horizonte, e parece que não vai se pôr tão já, o que indica que aqui o tempo também é mais devagar..."
 Maxuell toca o solo árido e seco de Paradisía, ele fecha os olhos e sente uma aura comê-lo pelas pernas, como se fosse um aviso de que maus tempos estão assolando este mundo. Algo assovia em seu ouvido gemidos indecifráveis...
 Sem muitas expectativas Maxuell se aconchega ao pé de uma grande pedra e, após se esconder atrás de arbustos secos procura cochilar um pouco, pois há dias ele está acordado, e como em nenhum lugar o tempo parece passar, está muito cansado, o que quer que seja, ele precisa de forças, então precisa recuperá-las.
 ...
 Maxuell acorda de um sono pesado, e não sabe por quanto tempo adormeceu, talvez uns dois dias. Já é noite e estranhamente os cânions ficam iluminados por fagulhas microscópicas de luz. Uma coisa linda de se ver, milhares e milhares de cânions que sobem ao céu iluminados por fagulhas em pontos específicos. Maxuell sente-se em um lugar lindo, no céu ele nota a aparição de um anel brilhante, depois de dá conta de um eclipse. O dia, ou a noite tem um tom chumbo de cor, nas montanhas, cânions e céu. Um pouco longe dali, atrás de grandes montanhas, ele nota raios cortando o céu sem nenhuma chuva, então sabe, agora, o rumo à ser tomado.
 Maxuell caminha velozmente agora para o local dos raios, suas roupas estão sujas, então quase não pode ser notado caminhando por entre os cânions iluminados.
 - Nemehrak arg swamp!
 Maxuell se agacha sem saber o que se trata, então quando volta seu olhar para o céu ele vê dezenas de Anjos cortando o grande céu chumbo, indo em direção aos raios, Maxuell nota que são Anjos fortes, de alta patente, como se fossem verdadeiros soldados.
 " ...Longos cabelos loiros... - Pensa Maxuell - Usando, como armaduras, apenas um manto peitoral de fibras de aço trançadas e confeccionadas com muita destreza, suas calças são brilhantes como seda real inglesa. Suas asas gigantescas e avolumadas, fazem os parecer com grandes pássaros que estão por defender suas terras, empunham lanças e arcos nas mãos, voam como Águias em busca da caça, sem medo algum voam para onde está desabando raios..."
 Então ele se dá conta de que os "CÂNIONS BRILHANTES" nada mais são que as moradias dos Anjos.
 Maxuell corre o mais rápido possível para acompanhá-los, mas é inútil, pois os Anjos são muito hábeis e em fração de minutos desaparecem no céu chumbado. Enquanto corre, por sobre sua cabeça passam mais dezenas e dezenas de Anjos em direção ao grande tumulto, e isso vai cada vez mais indagando os pensamentos de Maxuell que fica na imaginação do que há por vir, que está só e que tudo parece um sonho, nesta "CIDADE DOS ANJOS" tudo o que se parecia com sonho, torna-se realidade.
 Ele está agora no sopé da montanha onde os raios borbulham do céu...
 Agora ele sente-se com medo, sente-se como a criança que corria nas ruelas da vila em que morava e depois se escondia atrás de uma grande caçamba de entulhos para não ser pego pelos garotos grandes, garotos maus...
 Ele imagina o que irá encontrar enquanto escala vagarosamente o penhasco.
 
...O Fim...
 ...Por Enquanto...
 
 
 (*) Ver Post "Epílogo"

Escrito por Quinho às 18h01
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23/01/2006


Os Cristais Celestes da Cidade de Prata - "Parte II"

continua...
 Maxuell responde à Stephen Will...
 - Stephen, Azrael, não sou do tipo que quer convocar pessoas para uma guerra, sim é verdade, Stephen e eu viemos aqui para matar Baminath, mas não conseguimos, então nós descobrimos este emaranhado de portais, e o que fizemos? Desbravamos eles, agora achamos mais uma peça para um quebra cabeça que poderíamos não participar, e o que vamos fazer? Stephen e eu podemos voltar as nossas vidas no futuro e caçar Baminath com unhas e dentes com as experiências que ganhamos aqui, sim é fácil fazer isso. Mas como poderemos pensar em vocês, sabendo que após essa guerra em Paradisía os Anjos ou talvez os Demônios venham a invadir à Terra para destruir os resquícios dos Anjos e Demônios, pense, se os Demônios vencerem, virão matar todos os filhos de Anjos que podem formar um novo exército para retomar Paradisía, isso inclui você Azrael, e se os Anjos por ventura vencerem esta batalha, virão atrás de Greynor e os milhares de Demônios que estão na Terra. Quem ganha com isso?
 Sinto no fundo da minha alma que nunca irei matar Baminath, mas isso não me incomoda, pois sei, agora, que posso lutar de igual pra igual com ele. E Stephen, que tem Baminath como Arqui-Inimigo, está bem mais poderoso que Baminath. É uma façanha, não foi em vão. Conhecermos Arkanun, também não foi em vão. Poderíamos ter ficado no
STONES OF REASON*, mas viemos aqui, aprendemos com os Demônios, talvez poderemos manter um elo, uma aliança com eles em algum tempo à frente. nunca sabemos se poderemos precisar deles e eles de nós. Pois eles sabem, agora, que somos poderosos... Entrando em Paradisía, talvez faremos à mesma coisa, ou talvez morreremos fácil perante a um Anjo de mil e quinhentos anos, mas e dai? Qual seria a pior opção? Morrer em pé ou ajoelhado com às mãos acorrentadas? Não somos vistos como humanos na Terra, e também não somos vistos bem em qualquer outro planeta, Greynor foi reconhecido como um Demônio General aqui em Arkanun?
 Azrael responde negativamente com a cabeça.
 - Você acha que será reconhecido como o belo Anjo que é em Paradisía?
 Eles todos agora respondem negativamente sem barulho algum.
 - E nós? Agatha, Abigail, Stephen e Eu nunca viveremos como humanos normais na Terra, teremos sempre de ser melhor que eles e camuflarmos nossas melhores condições, nossas magias maravilhosas. Depois de tudo isso vêm nos dizer que não somos humanos? O que nos torna humanos é nosso coração, nossas atitudes e nossas almas... Um par de asas não nos torna menos humanos que eles, isso também não quer dizer que somos melhores que os humanos que estão na taverna pegando lepra...
 Todos agora balançam a cabeça meio que concordando com Maxuell
 - Azrael acredite - Diz Maxuell - Eu vim do futuro, não é nada melhor que isso aqui, nós não respiramos o ar puro que tens toda manhã, as carruagens do futuro soltam fumaças mais tóxicas que os charutos dos grandes jogadores das tavernas imundas, a sociedade é muito mais corrompida do que agora. Quando penso em ir embora desta terra tão linda meu coração se aperta... - Maxuell neste instante começa a derrubar lágrimas, acompanhando Agatha e Abigail que já estavam chorando. Greynor após isso desaba em lágrimas, Stephen guarda todas as gotas de suas lágrimas em um pequeno cantil que leva consigo, Azrael olha fixamente na poderosa lua cheia que faz no céu no planeta Terra, onde pode ser visto no local em que estão. Então ele uiva pela primeira vez...
 - aaaAAAAHHUUUUUuuuuulll!!
 - Não peço que venha comigo Azrael, de qualquer maneira eu irei, na verdade eu pediria que Agatha e Abigail levassem Greynor para a Terra para cuidar dos ferimentos dele. Antes de entrarem no portal para Paradisía. Stephen pode-se notar que o que ele mais quer é ir para o outro lado do portal, quanto à você, meu grande amigo, meio-irmão, gostaria que viesses conosco. Mas ao que parece não pretendes isso. Por isso não o culpo e nem o julgo por nada. Apenas que não fique triste comigo. Foi bom Conhecê-los
 - Max... - Diz Stephen -...Na verdade eu... - Maxuell parte com um grande salto para dentro do portal sem pestanejar e escutar o que Stephen tem à lhe dizer - ..."NÃO" vou com você...
 ...O Fim...
 ...Por Enquanto...

(*) Ver Post - O Começo do Fim "Parte II"

Escrito por Quinho às 16h49
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